12/06/2011

Capítulo 1: Conhecimento

Vitor morava no final da rua, a ultima casa.
Era filho de um escritor famoso, e sua mãe trabalhava numa empresa de revista local.
Ele tinha dezenove anos e era filho único.

Era um dia nublado, quando Vitor saiu de casa à caminho da escola. Fez seu percurso normal, e chegou ao prédio da escola, grande e sombrio. Vitor se destacava dos demais alunos por ser um rapaz muito misterioso. De pele clara, corte de cabelo em escovinha no estilo militar e olhos verdes, ele sempre era seguido por olhares curioso, corredores à dentro. Não tinha nenhum amigo, não tinha namorada, e não era visto em festas, que geralmente, ocorriam na escola e na vizinhança. As garotas se sentiam atraídas por ele, mas o mistério que cercava Vitor mantinha-as afastadas dele.
A sineta para a primeira aula do dia soou pela escola, e Vitor encaminhou-se para sua sala. Era o mês de maio, penúltimo mês de aula para os estudantes da Inglaterra, e aparentemente não havia novidade alguma. Até que um aluno novo entrou na sala. Ele parecia estar meio perdido, e todo instante consultava os nomes dos professores e suas matérias, coladas nas portas das salas. Era magro, pálido, com um intenso par de olhos-verdes esmeraldas, cabelos negros até o pescoço.
Vitor sentou-se e ficou observando o garoto verificar mais uma vez se era a sala correta. Então, o professor entrou sorrateiramente pela sala, e anunciou:
-Bom dia à todos! Antes de começarmos nossa aula, gostaria de apresentar seu novo companheiro de classe, o Sr. Jesse McAurtney. Entre, Jesse, não seje acanhado...
O garoto entrou meio que cambaleando, e disse numa voz tímida:
-Bom dia à todos!
-Bom dia- respondeu a classe, exceto Vitor. A voz do rapaz havia lhe causado uma sensação, aparentemente incômoda.
-Seje bem-vindo, Jesse- disse o professor. -Sente-se, por favor.
O garoto entrou, procurando um lugar vazio na sala, e encontrou à duas fileiras de Vitor.
As três primeiras aulas passaram incrivelmente rápidas.
Vitor era um bom aluno, inteligente e bastante observardor, porem só fazia as atividades quando sentia vontade. E naquela manhã, ele não sentia o mínimo desejo de fazer lição alguma. Sentiu-se inquieto. Sentiu-se estranho. Com o que, exatamente, ele não sabia.
No final da terceira aula, ao se virar um pouco para o lado, Vitor relanceou, pela visão periférica, que o aluno novo, Jesse, ou seja lá que nome tivesse, estava olhando para ele com um olhar intrigado. Quando os olhos de ambos se encontraram, Jesse ficou vermelho e fingiu estar interessado na explicação monótona do professor sobre catetos e hipotenusa.Vitor sentiu-se ainda mais incomodado com isso.
O sinal para o intervalo soou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário